Alinhadas sob uma mesma perspectiva: a economia solidária, a reaplicação de tecnologias sociais e a Geração de Trabalho e Renda são elaboradas em lugares de todo o Brasil, através da Fundação do Banco do Brasil, pela própria comunidade local. É povo do semi-árido, da caatinga, do cerrado, das grandes cidades, das aldeias dos povos nativos, quilombola; o pré-requisito é justamente esse: promover transformações efetivas na vida dessas pessoas que se envolvem.
Unindo-se o conhecimento da vida toda àquele que chega por meio de cursos, capacitações, debates, seminários, assistência técnica, somando os recursos pré-existentes aos investimentos sociais aportados pela Fundação Banco do Brasil e parceiros, aos poucos se realizam projetos de mobilização social e necessariamente sustentáveis.
É claro que se trata de alternativas de inclusão dentro do perverso sistema capitalista, e que a ordem do dia será a revolução desse modo de produção até que a mesma seja feita, o que será, também , só o início para a reestruturação da sociedade. No entanto, o lugar e o momento de se pensar e criar novas relações sociais é aqui e agora, através de mobilizações sociais em que seus agentes se sintam ativos e transformadores do processo histórico.
Para o período 2010/2012 a Fundação Banco do Brasil terá como posicionamento estratégico, atuar priorizando ações sustentáveis de geração de trabalho e renda (com valorização do protagonismo do ser humano e respeito às diversidades regionais), buscando uma gradativa integração com os programas de educação e cultura, tendo como suporte o Banco de Tecnologias Sociais (BTS).
Conheça alguns projetos:
Tecnologia social, um caminho para o desenvolvimento sustentável
por Fernando Portella*
Tecnologia Social, por definição, "compreende produto, técnica ou metodologia reaplicável, desenvolvida na interação com a comunidade e que represente efetiva solução de transformação social".
A 5ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social (2009), finalizada dia 24 de novembro, completou uma década de reconhecimento a iniciativas sociais de desenvolvimento, apropriação e aplicação de tecnologias que impacta na vida das pessoas, especialmente comunidades com menor renda e menos acessos. O objetivo do prêmio é identificar, reconhecer e difundir tecnologias produzidas não só pela academia e instituições, mas, principalmente, os saberes e as práticas inovadoras desenvolvidas pelas comunidades em locais distantes para solucionar seus problemas.
Hoje, o Banco de Tecnologias Sociais já dispõe de mais de 450 tecnologias certificadas, prontas para reaplicação, disponíveis no sítio www.fbb.org.br. A utilização é livre para qualquer comunidade. Este ano, 695 iniciativas inscreveram-se para participar do processo de seleção e premiação, que ocorre a cada dois anos. Na primeira edição em 2001, foram 523 inscritos. Em 2003, 634 comunidades participaram. No ano de 2005, foram 658, e em 2007, 782 inscrições.
O Prêmio divide-se em 8(oito) categorias, cada uma das regiões do País e 3(três) temas, Direitos da Criança e do Adolescente e Protagonismo Juvenil, Gestão de Recursos Hídricos e Participação de Mulheres na Gestão de Tecnologias Sociais.
Destacam-se, entre os finalistas nesta edição, a iniciativa premiada pela Região Sul, conduzida por agricultores familiares que produzem e preservam sementes crioulas, na União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (RS).
Num processo de cooperação, os pequenos agricultores descobrem na preservação da biodiversidade uma boa oportunidade de geração de renda, resgatando e preservando variedades de sementes em risco de extinção, principalmente de alimentos como milho e feijão.
Essa produção ocorre justamente na região do estado do Rio Grande do Sul, conhecida pela situação de pobreza e condições ambientais degradadas, provocadas em função do uso extenuante dos solos pelo latifúndio e pelas monoculturas, incorrendo até mesmo em processos de desertificação.
O desafio agora, além de superar o uso de tecnologias nocivas ao homem e ao ambiente como os transgênicos e os agrotóxicos, é massificar as tecnologias sociais, promovendo e estimulando seu uso e consolidação como políticas públicas que visem a inclusão social e o desenvolvimento sustentável.
*Arquiteto e urbanista, Mestre em Ciências da Construção e Arquitetura Tropical. Especialista em Gerência Executiva de Transportes e Mobilização. Atualmente é consultor da UNESCO, IICA e do PNUD em apoio a programas do Governo Federal.
Fonte: WWW.RUMOSDOBRASIL.ORG.BR
Data: 11/12/2009
Projeto Recicláveis
A iniciativa tem o objetivo de promover a inclusão social de catadores de resíduos sólidos, levando-os a uma inserção mais digna e autônoma na produção dos recicláveis.
Em 2004, a Fundação Banco do Brasil investiu em 75 projetos que beneficiaram, diretamente, cerca de 3.000 pessoas. Entre eles, a criação de uma usina para processamento de plástico, em Belo Horizonte, e a produção de caixas com bagaço de bananeira pela Cooperativa 100 Dimensão (DF).
De 2005 a 2008, as ações da Fundação evoluíram ao atendimento de quase 10.000 catadores por ano.
Outro exemplo, de 2009, é o convênio da FBB com a SENAES para investir R$ 16,8 milhões no fortalecimento da cadeia dos recicláveis por meio da capacitação técnica de mais de dez mil catadores, entre outras ações.
O edital de chamada de instituições para participar nesse processo foi lançado em audiência pública, realizada em 12/02/2009 em Brasília. Veja os termos e documentos do Edital no sítio do Ministério do Trabalho e Emprego na Internet: http://www.mte.gov.br/editais/.
Parcerias: Cáritas Brasileira, Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis-MNCR, Rede Unitrabalho, Rede de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCP), ADS/CUT, Insea, Senaes/MTE e outras parcerias locais.
Projeto Piloto Alfabetização Quilombola
O traçado histórico de desigualdades sociais que marca o nosso país, sobretudo as que envolvem questões étnicas relacionadas a afro-descendentes, exige das instituições que pretendam promover o desenvolvimento social uma postura ativa e emergencial. A implementação de políticas que promovam esse desenvolvimento, seja a titulação de terras remanescentes de quilombos, os programas de autonomia agro-alimentar e desenvolvimento de outros sistemas produtivos, o fortalecimento da organização social ou a criação de escolas diferenciadas, dentre outras, passa por iniciativas que possibilitem o aprendizado da leitura e da escrita.
Nesse sentido, o Projeto Piloto Alfabetização Quilombola propôs-se a contribuir para o desenvolvimento socioeconômico de comunidades remanescentes de quilombos. Atuando junto ao povo gorutubano, localizado na região norte de Minas Gerais, tem como foco o desenvolvimento social, econômico e ambiental e a preservação dos valores culturais de seus integrantes, potencializando os resultados de outras ações voltadas para a sustentabilidade dessas comunidades.
Os gorutubanos, cerca de 7.000 pessoas, vêm convivendo com altas taxas de analfabetismo, precárias condições de moradia e produção, focos de doenças endêmicas, e índices de mortalidade infantil que se equiparam aos quadros mais calamitosos do mundo. Estão distribuídos em 27 comunidades, espalhadas em uma área de 47.000 hectares, abrangida pelos municípios de Catuti, Gameleira, Jaíba, Janaúba, Monte Azul, Pai Pedro e Porteirinha. Essa região, caracterizada pela seca e pela miséria, apresenta um IDH de 0,540, inferior aos encontrados no nordeste brasileiro (0,548), na China (0,642), na Mongólia (0,607), na Indonésia (0,586) e na Nigéria (0,583).
Para o desenvolvimento do Projeto foram capacitados 50 (cinqüenta) integrantes das próprias comunidades quilombolas, com o propósito de alfabetizar 450 (quatrocentos e cinqüenta) jovens e adultos,num período de 6 a 8 meses.
Além das ações de alfabetização foram feitos diagnósticos oftalmológicos e adquiridos óculos para os participantes do Projeto. Práticas de consumo sustentável de alimentos também estão sendo disseminadas, possibilitando a criação de uma rede de segurança alimentar e nutricional junto a essas comunidades, evidenciando a conjunção dos Programas BB Educar e Alimentação Sustentável, desenvolvidos pela FBB.
Projeto Alimentação Sustentável
O projeto Alimentação Sustentável, concebido pela Diretoria de Educação da FBB, alinha-se aos pressupostos enunciados na Agenda 21 para o Desenvolvimento Sustentável e aos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, definidos pela Assembléia Geral da ONU, buscando resultados e benefícios nas dimensões humana, econômica e ambiental e articulando as estratégias priorizadas pela Fundação Banco do Brasil 2004-2006 ao contido na Constituição Federal e às políticas públicas do governo brasileiro para o desenvolvimento social e combate à fome.
O projeto se inscreve como proposta de tecnologia social e se constitui em um trabalho de educação e conscientização que propõe apresentar às populações ligadas aos programas da Fundação Banco do Brasil, maneiras simples e apropriadas de utilizar alimentos de baixo custo e alto valor nutritivo.
Propõe, também, contribuir com o Governo Federal para a interrupção do círculo vicioso da fome e para a promoção da segurança e da soberania alimentar em nosso país.
Objetivos
· Sensibilizar, esclarecer e mobilizar as comunidades para as questões de segurança e soberania alimentar;
· Orientar as pessoas no processamento de alimentos, de forma saudável, com segurança, qualidade e economia;
· Promover a saúde através de uma alimentação saudável e sustentável.
· Formar educadores.
A Fundação capacitará, de início, os educadores sociais de seus programas AABB Comunidade e BB Educar. Esses educadores disseminarão ações preventivas em saúde e orientação nutricional, práticas de consumo sustentável e ecologicamente responsável, criando uma rede de segurança alimentar e nutricional junto às comunidades onde os programas estão presentes.
Para conhecer mais: WWW.fbb.org.br
sexta-feira, 2 de abril de 2010
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Reproduzido em twitter.com/segalinut em 03.04.2010, 8:22'.
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