A região dos pampas, no Rio Grande do Sul, é refém do agro-negócio, principalmente com a monocultura de eucalipto. Sendo assim, sua bacia hidrográfica e sua biodiversidade está sendo comprometida, e essa situação vem se agravando.
A área quilombola, que deve ser demarcada pelo INCRA, se faz, mais que nunca, um território legítimo de ocupação, de um povo que vive de forma integrada com o meio ambiente. E é por isso mesmo, que os representantes do agronegócio chegam em suas caminhonetes para intimidar qualquer forma de resistência por parte da comunidade quilombola.
Segue a reportagem abaixo:
A Comunidade do Quilombo de Palmas, na região de Bagé/RS, está sofrendo pressão de fazendeiros, que estão em vigília na entrada do quilombo há 15 dias. Representantes do Movimento Negro denunciaram ao Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa RS, ao Ministério Público Federal e Estadual, além de outros órgãos, esta presença ostensiva em via pública gerando constrangimentos e impedindo, inclusive, a entrada do INCRA para a realização do trabalho de demarcação da área.
Um documento elaborado pelos representantes do movimento negro, no dia 20, exige providências aos órgãos responsáveis, como a polícia federal, Secretaria de Segurança Pública do RS, Ministério Publico Federal e Estadual, a Procuradoria do Incra entre outros. Exige-se que estes órgãos garantam a integridade física e moral dos Quilombolas e das Lideranças da Associação, bem como, da defesa do território que se encontra com a presença dos ruralistas fiscalizando o movimento de quem passa para impedir que o INCRA acesse o quilombo.
Fonte: coletivocatarse.blogspot.com/2010/04/quilombo-de-palmas-cercado-pelos.html
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