

Desde a última terça-feira (31/AGOSTO) o “lixão da Caturrita”, distrito de Santo Antão, em Santa Maria (RS), está incendiando. O chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) descarta riscos de explosão. A estimativa de catadores que recolhem material reciclável no local é que metade do lixão já tenha sido consumido pelo fogo. A empresa operadora do empreendimento do Município é a PRT Prestação de Serviços Ltda,diz que um terço da área está queimada. O maior problema não é o fogo em si, mas a fumaça, que é tóxica. O fogo no lixão deve ter iniciado pela alta temperatura dos últimos dias. O vento forte de quarta-feira teria colaborado para alimentar e espalhar as chamas, e provocar mais fumaça. Com o calor fora de época, o gás liberado no lixão teria entrado em combustão. O combate contra o fogo começou depois de uma reunião entre representantes dos bombeiros, da empresa PRT e da Secretaria Municipal de Proteção Ambiental da prefeitura de Santa Maria. A ação é delicada porque os caminhões de bombeiros não podem entrar no lixão já que há risco de atolarem no meio do lixão. A esperança dos bombeiros é que a chuva e o frio previstos para os próximos dias seja abundante para assim propiciar na redução do incêndio. Se isso ocorrer, a água que penetrar no lixão deve chegar ao foco das chamas.
Duas retroescavadeiras da empresa PRT começaram a escavação. Nem mesmo a densa e tóxica fumaça que torna o ar intragável nas proximidades do lixão afastou os catadores do lixão. Com camisetas protegendo o rosto ou até de cara limpa, os catadores seguem trabalhando no local, mesmo preocupados com o perigo de intoxicação.
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